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A endometriose é uma doença que acomete o aparelho reprodutivo feminino, os sintomas podem aparecer desde a a adolescência.

A doença se caracteriza pela presença de endométrio (camada que reveste o útero), fora da cavidade uterina. Esse tecido se adere aos ovários, trompas, peritônio e até mesmo o intestino, causando intensas dores abdominais.

O diagnóstico na adolescência costuma ser muito difícil, pois muitos dos sintomas como as cólicas são equivocadamente considerados normais durante a adolescente.

Dados da literatura médica revelam que até 70% das meninas que apresentam fortes cólicas e não apresentam melhora após uso de anti-inflamatórios ou contraceptivos orais, quando submetidas a laparoscopia, são diagnosticadas com endometriose.

Os sintomas mais frequentes de endometriose em adolescentes são dores abdominais, cólicas menstruais intensas. É importante realizar uma investigação adequada, pois o tempo médio entre o início dos sintomas e a confirmação da doença pode chegar a 12 anos.

O tratamento cirúrgico ou medicamentoso tem como objetivo principal melhorar a qualidade de vida e preservar sua fertilidade.

Uma pesquisa realizada na University College London Hospital e publicada na European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reprodutive Biology em fevereiro de 2017 descreveu sobre o achado da endometriose em adolescentes com história de dor pélvica crônica ou dismenorreia resistente ao tratamento médico.

As formas de endometriose encontradas em adolescentes: superficial, ovariana e profunda. A endometriose adolescente pode apresentar uma condição progressiva na maior parte dos casos.

A abordagem de tratamento mais freqüentemente relatada na literatura é uma combinação de cirurgia e tratamento hormonal pós-operatório com contraceptivos orais combinados, progestágenos, sistema intra-uterino de levonorgestrel ou análogos do hormônio de liberação de gonadotrofina.

O uso de análogos do hormônio de liberação de gonadotrofina e progestágenos a longo prazo deve ser cuidadosamente considerado devido a preocupações com a contínua formação óssea nesta faixa etária.

Atualmente, não há um consenso sobre se a cirurgia deve ser evitada tanto quanto possível para prevenir múltiplas operações a longo prazo, ou o tratamento cirúrgico deve ser considerado em estágio inicial antes que as lesões mais graves se desenvolvam.

Pesquisas adicionais são necessárias para determinar qual abordagem ofereceria um melhor resultado a longo prazo.

Atenção:

Os textos escritos neste blog tem função informativa, qualquer sintoma o médico especialista deve ser procurado.

Texto escrito por Dr. Rogério Tadeu Felizi, Médico Ginecologista e Obstetra , especialista em cirurgia ginecológica e cirurgia minimamente invasiva.

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